O uso da biomassa como fonte de energia vem ganhando espaço em todo o mundo, e o Brasil é um dos países com maior potencial nesse setor.
Graças à sua ampla biodiversidade, ao clima favorável e à força do agronegócio, o país se consolida como referência em produção de energia renovável a partir de resíduos orgânicos.
Mas como está o panorama atual da biomassa no Brasil? E quais são os principais desafios para o futuro?
O que é biomassa e por que ela é tão importante
A biomassa é toda matéria orgânica de origem vegetal ou animal que pode ser usada para gerar energia.
Entre as principais fontes estão resíduos agrícolas, florestais, industriais e até urbanos.
Quando utilizada de forma sustentável, ela representa uma alternativa limpa e renovável aos combustíveis fósseis, com a vantagem de reaproveitar materiais que antes seriam descartados.
Principais tipos de biomassa:
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Lenhosa: madeira e resíduos florestais;
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Herbácea: plantas como capim e palha de arroz;
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Agrícola: restos de colheitas, como palha da cana e casca de milho;
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Animal: dejetos e resíduos de origem animal, usados para produção de biogás.
Durante o processo de conversão em energia, a biomassa libera CO₂, mas esse carbono é compensado pela absorção das plantas durante o crescimento, tornando o balanço de emissões mais neutro.
Panorama atual da biomassa no Brasil
A biomassa é um dos pilares da matriz energética brasileira, contribuindo para a diversificação das fontes e para o avanço da energia limpa.
O principal destaque é o bagaço da cana-de-açúcar, utilizado tanto para bioeletricidade quanto para a produção de etanol.
Atualmente, a cana representa 15,4% da oferta nacional de energia, com potencial para atingir a meta de 16% estabelecida pelo governo dentro dos compromissos do Acordo de Paris.
Outros resíduos, como casca de arroz, palha de milho e resíduos florestais, também ajudam a suprir a demanda energética de forma sustentável.
Fontes mais utilizadas de biomassa no Brasil
As principais fontes que sustentam o setor são:
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Bagaço de cana-de-açúcar: base do setor sucroenergético, usado na cogeração de eletricidade e etanol.
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Resíduos de madeira: subprodutos das indústrias de papel, celulose e manejo florestal.
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Lenha e carvão vegetal: ainda importantes para pequenas escalas e para a indústria siderúrgica.
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Resíduos agrícolas: aproveitamento de restos de colheita e palha de cereais.
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Dejetos e resíduos orgânicos: usados na produção de biogás.
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Efluentes de tratamento de esgoto: nova fronteira para geração de biometano.
Potencial e oportunidades do setor
Com uma extensa área agricultável e florestal, o Brasil reúne condições ideais para expandir o uso da biomassa.
A demanda por soluções sustentáveis e a pressão global por redução de emissões de carbono tornam o setor cada vez mais estratégico.
O investimento em tecnologias mais limpas e eficientes amplia o aproveitamento energético e cria novas oportunidades econômicas, principalmente no interior e em regiões agrícolas.
Desafios que ainda precisam ser superados
Apesar do potencial expressivo, o setor enfrenta entraves logísticos e financeiros.
O transporte da biomassa, devido ao grande volume e baixo valor por tonelada, encarece a operação em áreas distantes dos centros consumidores.
Além disso, é necessário financiamento estável e políticas públicas consistentes para atrair investimentos privados e garantir a sustentabilidade de longo prazo.
O futuro do setor
Com inovação, incentivo e integração entre políticas públicas e privadas, o Brasil pode liderar o mercado global de bioenergia.
O fortalecimento de cadeias sustentáveis, a digitalização do agronegócio e o avanço da bioeconomia posicionam o país como um exemplo de equilíbrio entre desenvolvimento e sustentabilidade.
Fonte de referência:
Conteúdo inspirado em artigo de Mata Nativa.



